O
Dabke, expressão que significa “bater os pés”, é a principal dança do
folclore libanês. Sua origem é antiga e sua história está relacionada
com o trabalho. Nas aldeias libanesas, as casas mais humildes eram
forradas com galhos de árvores, barro e, na época das chuvas, os
moradores das aldeias reuniam amigos, vizinhos e, em grupo, batiam os
pés no chão para recompactá-lo. Assim, fechavam todas as frestas e evitavam a entrada de água.
Com o tempo, as pessoas introduziram, no trabalho de “bater os pés”,
algumas brincadeiras para espantar o frio e o cansaço. Tocavam flauta de
bambu (mijwis), tambor (tabla), faziam desafios e improvisavam novas
formas de bater com os pés no chão. Assim, nasceram vários ritmos,
dentre eles os mais conhecidos são o Dalaouna, Ataba, Abouzelouf e
Mijana.
No início dos anos 40, o dabke se resumia a esses
ritmos, e os seus passos se restringiam a menos de sete; conforme a
região, eram executados com mais vigor, com mais intensidade, com mais
ligeireza ou com lentidão. O dabke chegou a outros países árabes como a
Síria, a Palestina, a Jordânia e consta também, que nas montanhas do
Iraque e no Egito existe uma dança em grupo semelhante do dabke mas com
outra estrutura de execução. Consta também que essa dança chegou a
algumas tribos ou grupos beduínos nas regiões vizinhas do Líbano. A
execução de dança retratava a forma de vida desses povos, com passos
mais teatrais, com mais dramaticidade e gesticulações exageradas.
Até o princípio dos anos quarenta, o dabke com esses poucos ritmos, não
sofreu grandes alterações. Na mesma época, as cidades conheciam a
música egípcia difundida pelo rádio. Tempos depois, alguns compositores
passaram a criar um estilo de música com sotaque libanês de matriz
popular.
Com o tempo, as pessoas introduziram, no trabalho de “bater os pés”, algumas brincadeiras para espantar o frio e o cansaço. Tocavam flauta de bambu (mijwis), tambor (tabla), faziam desafios e improvisavam novas formas de bater com os pés no chão. Assim, nasceram vários ritmos, dentre eles os mais conhecidos são o Dalaouna, Ataba, Abouzelouf e Mijana.
No início dos anos 40, o dabke se resumia a esses ritmos, e os seus passos se restringiam a menos de sete; conforme a região, eram executados com mais vigor, com mais intensidade, com mais ligeireza ou com lentidão. O dabke chegou a outros países árabes como a Síria, a Palestina, a Jordânia e consta também, que nas montanhas do Iraque e no Egito existe uma dança em grupo semelhante do dabke mas com outra estrutura de execução. Consta também que essa dança chegou a algumas tribos ou grupos beduínos nas regiões vizinhas do Líbano. A execução de dança retratava a forma de vida desses povos, com passos mais teatrais, com mais dramaticidade e gesticulações exageradas.
Até o princípio dos anos quarenta, o dabke com esses poucos ritmos, não sofreu grandes alterações. Na mesma época, as cidades conheciam a música egípcia difundida pelo rádio. Tempos depois, alguns compositores passaram a criar um estilo de música com sotaque libanês de matriz popular.
Fonte: Brigitte Bacha